A biologia da crença

Desde o início do meu despertar tenho encarado de maneira diferente alguns dogmas antes aceitos em minha vida sem muito questionar. Com estudos, experiências e o tratamento, essas crenças estão sendo colocadas em xeque, será que elas me ajudam a avançar ou barram minha evolução?

Em uma de minhas sessões, foi revelado a mim como essas crenças e dogmas foram inseminados em minha essência. A idéia principal foi de que são colocados na forma de chip, exatamente como um chip eletrônico. Essa sessão foi bastante complexa, já tratei dela antes e terei muito ainda o que falar. Mas o mais surpreendente foi que nessa revelação eu senti em minha cabeça esses chips.


Bastante estranho pensar que podemos ter sido programados como um robô. Fiquei desconfiada dessa revelação e busquei me informar mais. Encontrei muitos artigos científicos, inclusive publicados na revista Nature, que nossas células, mais especificamente a membrana celular pode ser programada. Nessa pesquisa um livro me chamou muito a atenção: A biologia da crença de Bruce H. Lipton. Bruce é um cientista que, resumidamente, quebrou um dogma da biologia de que a vida é controlada pelos genes, provando que é a "consciência" celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes. Segundo Bruce:

"Aquele momento de descoberta me abalou porque contrariou todas as minhas crenças de que meu destino era ser uma pessoa infeliz. Não há a menor dúvida de que nós, seres humanos, temos a capacidade de nos apegar a falsas crenças e a defendê-las com unhas e dentes, e os cientistas não estão imunes a isso. Nosso desenvolvido sistema nervoso, aliado a um potente cérebro, é uma prova de que nossa consciência é muito mais complexa do que o simples universo celular. Quando nossa mente se concentra em determinado assunto ou objeto, captamos e sentimos o ambiente de maneira muito mais abrangente do que as células, pois elas possuem consciência mais restrita e reflexiva do que a nossa. (...)
A crença de que somos meras e frágeis máquinas controladas por genes está sendo gradualmente substituída pela consciência de que somos os próprios geradores e administradores de nossa vida e do mundo que nos cerca."

Essas palavras descrevem muito bem o momento pelo qual estou passando. Possuo muitas crenças que defendo fervorasamente, sem nem mesmo saber o porquê. Essas idéias me fazem acreditar que minha vida precisa seguir um padrão predefinido e que, caso não aceite, serei "castigada". Por exemplo: acreditava que para ser humilde, não poderia ter posses nem me destacar, seja pessoalmente ou profissionalmente. Isso era o que meu inconsciente acreditava, e descobri, o que para muitos pode ser óbvio: posso ser humilde mesmo nessas condições. O que mais será que possuo de crença, mas que na verdade não faz o menor sentido, e que ainda bloqueia meu crescimento? Já parou para pensar nisso?

"Dogma é um princípio ou conjunto de princípios estabelecidos por uma autoridade como indiscutivelmente verdadeiro. Ele serve como parte da base principal de um sistema de ideologia ou crença, e não pode ser alterado ou descartado sem afetar muito o paradigma do sistema, ou a própria ideologia."

Agora entendo a dificuldade de quebrar certos paradigmas, já que um dogma não pode ser alterado sem alterar meu "sistema". Aceitar que sempre estive na ignorância é muito difícil. Eu não preciso aceitar uma vida rotineira sem fazer perguntas. Posso escolher buscar mais conhecimento, mais felicidade. O mundo de possibilidades são infinitas. Somos seres muito complexos, não usamos quase nada de nosso potencial. Não precisamos nos entregar aos padrões. Não precisamos ter medo de aprender e pensar fora da caixa. Descubra-se além do que pensa que é. Você pode!

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